Como fazer o diagnóstico de necessidades de formação na sua empresa: guia para RH

Equipa reunida com portáteis para o diagnóstico de necessidades de formação
Neste artigo
  1. Porque o diagnóstico de necessidades de formação vem antes do planeamento
  2. De onde vêm as necessidades de formação
  3. Cinco passos para o diagnóstico de necessidades de formação
  4. Ferramentas simples para recolher a informação
  5. Do diagnóstico ao plano de formação
  6. Erros frequentes a evitar
  7. Um processo que se repete todos os anos

Antes de organizar um curso, é preciso saber o que falta. O diagnóstico de necessidades de formação é o passo que mais se salta e o que mais recursos poupa: evita formar no que não é preciso e deixar de lado o que é urgente. Este guia propõe-lhe um método simples para o fazer todos os anos sem o transformar num projeto interminável.

Porque o diagnóstico de necessidades de formação vem antes do planeamento

Muitas empresas montam o seu plano de formação com o que cada departamento pede ou repetindo os cursos do ano anterior. O resultado costuma ser um catálogo extenso, pouco ligado aos objetivos e difícil de justificar. Partir de um diagnóstico permite-lhe:

  • Priorizar a formação que mais influencia o negócio.
  • Distribuir o orçamento com critério e não por inércia.
  • Explicar à direção e aos colaboradores porque se forma em cada tema.
  • Medir depois se a formação respondeu à necessidade. Para aprofundar, veja como medir o impacto da formação interna.

De onde vêm as necessidades de formação

As necessidades não surgem apenas quando alguém pede um curso. Convém olhar para várias fontes:

  • Os objetivos da empresa: novos produtos, mercados, processos ou ferramentas.
  • As alterações legais que obrigam a formar determinados perfis.
  • As avaliações de desempenho e as conversas com os responsáveis de equipa.
  • Os dados do dia a dia: erros repetidos, incidentes, reclamações de clientes ou atrasos.
  • Os próprios colaboradores, que costumam saber muito bem o que lhes falta para trabalhar melhor.
  • As novas contratações e mudanças de função, que geram sempre necessidades concretas.

Cinco passos para o diagnóstico de necessidades de formação

  1. Parta dos objetivos. Reúna-se com a direção e anote as prioridades do ano e as competências que cada uma exige.
  2. Defina as competências por função. Basta uma lista curta de conhecimentos e capacidades para cada função ou grupo de funções.
  3. Recolha informação sem complicar. Combine um questionário curto para responsáveis e colaboradores, algumas entrevistas com chefias-chave e os dados que já tem.
  4. Compare o que existe com o que é preciso. A diferença entre o nível atual e o necessário é a necessidade de formação.
  5. Priorize. Ordene as necessidades por urgência e impacto: primeiro a formação obrigatória e o que afeta os objetivos principais.

Ferramentas simples para recolher a informação

Não é preciso um grande projeto de consultoria. Estas ferramentas chegam:

  • Um questionário curto, com perguntas fechadas sobre competências e uma pergunta aberta.
  • Entrevistas breves com chefias intermédias, que conhecem de perto o trabalho das suas equipas.
  • Uma matriz de competências por função, numa folha de cálculo ou na sua plataforma de formação.
  • Os resultados de cursos anteriores: participação, inquéritos de satisfação e avaliações.

Do diagnóstico ao plano de formação

Com as necessidades priorizadas, cada uma transforma-se numa ação de formação com objetivo, destinatários, formato, datas e forma de medir o resultado. Agrupar as ações por perfis ajuda a construir percursos formativos coerentes, e definir desde o início como fará o acompanhamento da formação interna evita surpresas no fim do ano.

Erros frequentes a evitar

  • Perguntar apenas que curso cada pessoa quer fazer. As preferências são úteis, mas não substituem a análise.
  • Fazer o diagnóstico uma vez e esquecê-lo. As necessidades mudam; revê-las todos os anos, ou quando os objetivos mudam, é fundamental.
  • Confundir problemas de organização com falta de formação. Se um processo está mal desenhado, um curso não o vai resolver.
  • Não partilhar os resultados. Quem participou no diagnóstico quer saber o que foi decidido.

Um processo que se repete todos os anos

O diagnóstico de necessidades de formação não é uma formalidade, mas a base de um plano de formação que se compreende e se pode defender. Com a Weeras Academy tem no mesmo lugar os cursos, os percursos e os resultados de cada pessoa, para que o diagnóstico do ano seguinte parta de dados reais.

Quer organizar a formação da sua empresa a partir das necessidades reais? Peça uma demonstração gratuita ou conte-nos o seu caso.